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Governo discute redução de juros do cartão de crédito com bancos.

O governo federal está em negociações com as instituições financeiras para reduzir a taxa de juros do rotativo dos cartões de crédito. O objetivo é oferecer alívio a milhões de brasileiros que utilizam cartões de crédito e muitas vezes ficam presos na dívida do rotativo. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), o cartão de crédito é o principal motivo do endividamento dos consumidores no país.

Uma das razões pelas quais os juros do rotativo são tão altos é porque o cliente não paga o valor total da fatura do cartão, sendo cobrado juros altíssimos pelo valor restante. Atualmente, a taxa do rotativo está em 417%, o maior patamar desde agosto de 2017. Essa taxa está prejudicando muito a população de baixa renda, e muitas pessoas estão no Serasa devido ao cartão de crédito.

Para tentar reduzir a taxa do rotativo, o governo está em conversas com as instituições financeiras. O objetivo é fechar um acordo que permita a redução dos juros da modalidade. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é preciso encontrar um caminho negociado como foi feito com a redução do consignado dos aposentados.

As instituições financeiras estão dispostas a discutir o tema. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou que a entidade está focada em reduzir o custo do crédito no país. No entanto, a Febraban ressalta que é necessário um amplo debate envolvendo o Banco Central, a Fazenda e os participantes da indústria para enxergar as consequências e encontrar mecanismos que possam endereçar as causas do elevado spread.

Haddad também anunciou que a equipe econômica está preparando um pacote com 14 medidas para estimular o crédito no Brasil. O Banco Central está envolvido nas discussões, assim como a Febraban e outras entidades do setor.

A indústria de cartões de crédito tem muitos atores envolvidos, como bandeiras, maquininhas e bancos, o que torna as negociações um pouco mais complexas. As novidades devem ser apresentadas na próxima semana.

Além de reduzir a taxa do rotativo, o governo também tem a intenção de estabelecer medidas para aumentar a concorrência entre as instituições financeiras, permitindo que os consumidores tenham mais opções de crédito com juros mais baixos.

Outra medida planejada é a regulamentação do crédito consignado para aposentados. De acordo com o ministro, o crédito consignado tem sido um grande problema para muitos aposentados que acabam pagando taxas exorbitantes. A ideia é estabelecer uma taxa máxima para o crédito consignado, permitindo que os aposentados possam contar com essa opção de crédito sem ficarem endividados.

O governo também tem falado em estabelecer um cadastro positivo. O objetivo do cadastro positivo é permitir que empresas e instituições financeiras possam ter acesso ao histórico de crédito dos consumidores, facilitando a aprovação de crédito e permitindo a redução de juros para aqueles que possuem bom histórico de crédito.

Outra ideia que está sendo discutida é a criação de um fundo garantidor para pequenas e médias empresas. O fundo funcionaria como um seguro para as empresas em caso de inadimplência de seus clientes.

Todas essas medidas estão sendo discutidas com o objetivo de estimular o crédito no Brasil e fornecer alívio aos consumidores endividados. No entanto, é importante lembrar que, mesmo com a redução dos juros do rotativo, é sempre importante ter cuidado ao utilizar o cartão de crédito e buscar evitar a dívida do rotativo.

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